


As florestas do sudoeste da Europa enfrentam incêndios mais intensos, secas prolongadas e o abandono progressivo do meio rural, deixando milhares de hectares sem gestão. Perante este cenário, surge o SocialForest, um projeto transnacional que procura dar uma resposta prática e coordenada através de uma Estratégia Florestal comum e de vários Planos de Ação adaptados a diferentes tipos de formações florestais: pinhais de pinheiro-de-Alep, pinhais marítimos, montados de azinho e zimbrais.
O objetivo é manter a capacidade destes ecossistemas para gerar água, madeira, cortiça e emprego, mesmo em condições climáticas adversas. Após o seu primeiro ano de trabalho, o projeto já alcançou três avanços essenciais:
A equipa do SocialForest completou um retrato preciso do estado de saúde florestal em cinco regiões piloto: Múrcia, Castela-La Mancha, Soria, Alentejo e Nova Aquitânia. A análise identificou as zonas mais afetadas por secas e pragas e demonstrou que uma floresta bem gerida resiste melhor à escassez de água do que uma floresta abandonada.
Mais de 90 pessoas de Espanha, França e Portugal participaram em workshops e inquéritos (proprietários florestais, representantes municipais, técnicos, criadores de gado, empresas de biomassa e centros de investigação). Graças a esta troca de saberes e experiências, foi definida uma rota comum que orienta cada passo e garante que a estratégia responda às necessidades reais do território.
O projeto fez do conhecimento partilhado uma das suas marcas distintivas. Em vários fóruns científicos e jornadas técnicas, a equipa do SocialForest apresentou os seus métodos e resultados a um público diversificado de técnicos, gestores e responsáveis públicos.
Entre os eventos marcantes do último ano:
• Na V Reunião do Grupo de Trabalho de Hidrologia Florestal da Sociedade Espanhola de Ciências Florestais (16-18 de outubro de 2024), partilhámos uma metodologia para identificar montes com processos de declínio e mortalidade.
Estas ações estão a permitir que as boas práticas se difundam para além dos sítios piloto, criando redes de conhecimento e cooperação entre regiões com desafios semelhantes.
Nos próximos meses, as medidas definidas serão aplicadas no terreno. Este ensaio real servirá para ajustar e aperfeiçoar a Estratégia Florestal Transnacional, que será publicada no final de 2025.