Dois sítios piloto na Região de Múrcia

Resumo

Na Região de Múrcia, serão realizadas duas ações-piloto: uma em Cehegín (zona Natura 2000) e outra em Moratalla (zona ardida). As medidas serão aplicadas em duas parcelas, uma onde já houve intervenções anteriores e outra onde não, de modo a comparar o impacto das medidas do projeto em ambos os tipos de gestão.

Descrição

Localização do sítio piloto

Dois sítios piloto na Região de Múrcia, ambos localizados em florestas públicas pertencentes à Comunidade Autónoma:
Cehegín: Serra de Burete, povoamentos de pinheiro-bravo (Pinus halepensis) de diferentes classes etárias.
Moratalla: Serra de Moratalla, povoamento jovem de pinheiro-bravo resultante da regeneração pós-incêndio após o grande incêndio de 1994.

Descrição do que será feito

Serão implementadas ações de gestão florestal sustentável e adaptativa, comparando povoamentos geridos com povoamentos sem gestão.

As principais ações incluem desbastes e cortes silvícolas em povoamentos jovens e adultos para ajustar a densidade arbórea, promover o crescimento e a regeneração natural, e melhorar a resiliência face a incêndios, seca e pragas. Serão realizadas medições técnicas para avaliar o impacto da gestão.

Resultados ou aplicações esperadas

  • Melhoria do vigor, da saúde e da estrutura dos povoamentos florestais.
    • Redução do risco de incêndios, seca e pragas.
    • Aumento da biodiversidade e da capacidade de regeneração natural.
    • Maior sequestro de carbono e melhoria dos serviços ecossistémicos.
    • Benefícios sociais: melhoria paisagística, maior proteção face às alterações climáticas e criação de emprego rural.

Particularidades relevantes

  • Em Cehegín, as ações incidem tanto sobre povoamentos jovens sobredensificados como sobre povoamentos adultos sem regeneração natural.
    • Em Moratalla, intervém-se num povoamento jovem pós-incêndio extremamente denso, com desbastes muito intensivos (redução superior a 70%).
    • O projeto destaca que a falta de gestão florestal é um dos principais fatores que agravam os incêndios de grande dimensão e a degradação florestal, posicionando Múrcia como um território-chave para demonstrar a urgência de atuar.