

A gestão florestal, um fator-chave para reforçar a resiliência das florestas mediterrânicas face à seca
As florestas mediterrânicas desempenham um papel fundamental na regulação do clima e do ciclo da água, na conservação da biodiversidade e na captura de carbono. No entanto, o aumento das secas extremas provocado pelas alterações climáticas está a colocar em risco a sua estabilidade e a sua capacidade de continuar a fornecer estes serviços ecossistémicos essenciais.
O Entregável 1.1.1 do projeto analisa a evolução da resiliência à seca em povoamentos florestais representativos do espaço SUDOE: os pinhais mediterrânicos da Região de Múrcia e da Aquitânia, as dehesas da Castela-La Mancha e do Alentejo, e as florestas endémicas de zimbro na província de Soria. Para tal, o estudo recorre a séries temporais do índice de vegetação NDVI e avalia fatores ambientais como a altitude, a orientação, a inclinação do terreno e o tipo de gestão florestal.
Os resultados revelam comportamentos contrastantes e um resultado comum: as parcelas geridas apresentam uma maior capacidade de recuperação um ano após a ocorrência de uma seca, em comparação com as parcelas não geridas. Este resultado reforça a necessidade de aplicar estratégias de gestão florestal adaptativa para melhorar a resiliência das florestas mediterrânicas face a um cenário de secas cada vez mais frequentes e intensas.