Todos os anos, a 21 de março, celebra-se em todo o mundo o Dia Internacional das Florestas, data proclamada pelas Nações Unidas para sensibilizar para a importância dos ecossistemas florestais para a vida no planeta. Este ano, sob o lema Forests and economies (Florestas e economias), a efeméride destaca o papel fundamental das florestas como motor de sustentabilidade, prosperidade e bem-estar social.
Neste contexto, o projeto SocialForest, desenvolvido no âmbito do Programa Interreg Sudoe, associa-se à celebração desta data especial e sublinha a necessidade de promover uma gestão florestal sustentável que contribua para o equilíbrio entre a proteção ambiental e o benefício social.
A Comunidade Autónoma da Região de Múrcia (CARM) coordena este projeto, no qual participam outros oito parceiros de Espanha, França e Portugal. A Direção-Geral do Património Natural e Ação Climática da Consejería de Medio Ambiente, Universidades, Investigación y Mar Menor, entidade envolvida nesta iniciativa transnacional, sublinha que o SocialForest «pretende potenciar a adaptação climática e favorecer a resiliência das zonas florestais Sudoe, demonstrando medidas exemplares para mitigar o impacto dos riscos climáticos e do êxodo rural». A coordenação destaca ainda que o projeto «contribui para a adaptação climática do território florestal através da promoção de uma gestão florestal sustentável orientada para reduzir a vulnerabilidade aos riscos, gerar emprego e ajudar a travar o abandono rural».
Soluções transferíveis para outros territórios
As florestas desempenham funções essenciais para a vida, como a purificação do ar, a regulação do clima, a conservação do solo e a manutenção da biodiversidade, além de constituírem uma fonte de oportunidades para as comunidades rurais. Em linha com estes valores, o SocialForest trabalha para reforçar o papel dos ecossistemas florestais como geradores de desenvolvimento sustentável no sudoeste europeu.
A CARM destaca que o SocialForest «define como principal linha de atuação a gestão florestal integrada, tanto ambiental como socioeconómica, para adaptar as zonas florestais aos efeitos das alterações climáticas, incluindo toda a cadeia de valor e sendo transferível para outros territórios». A entidade coordenadora acrescenta que o projeto «propõe soluções para os desafios das alterações climáticas baseadas na gestão florestal integrada do território e na aplicação de medidas de silvicultura adaptativa».
Sensibilizar a sociedade
Por ocasião do Dia Internacional das Florestas 2026, o projeto pretende valorizar a importância de conservar e gerir de forma responsável as áreas florestais, bem como sensibilizar a sociedade para a sua contribuição para o bem-estar presente e futuro. Segundo a entidade coordenadora, esta iniciativa transnacional pretende «sensibilizar os cidadãos para a necessidade de uma gestão florestal sustentável que melhore a adaptação das florestas às alterações climáticas e aumente a sua resiliência».
Neste sentido, destaca-se não só a capacidade de adaptação às alterações do clima, mas também «o reforço do desenvolvimento socioeconómico das zonas rurais do território Sudoe, contribuindo para uma bioeconomia florestal sustentável».
Celebrar esta data é também uma oportunidade para recordar que o cuidado das florestas é uma responsabilidade partilhada e um elemento essencial para avançar rumo a um futuro mais resiliente e sustentável.
O projeto e os seus parceiros
O SocialForest é uma iniciativa de cooperação europeia que reúne administrações públicas, centros de investigação e entidades florestais com o objetivo de promover modelos inovadores de gestão florestal que integrem sustentabilidade ambiental, resiliência climática e participação social.
É composto por nove parceiros de Espanha, Portugal e França: Comunidad Autónoma de la Región de Murcia; Consejería de Medio Ambiente, Universidades, Investigación y Mar Menor; Associação para o Estudo e Defesa do Património Natural e Cultural do Concelho de Mértola; Universitat Politècnica de València; INRAE Centre Nouvelle-Aquitaine-Bordeaux; Asociación Forestal de Soria; Université Toulouse III – Paul Sabatier; Junta de Comunidades de Castilla-La Mancha; EDIA; e Xylofutur.