O projeto europeu TupART realizou o seu segundo workshop em Mação, Portugal.

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O projeto europeu TupART – Territórios Unidos pela Arte Antiga, cofinanciado pelo programa Interreg Sudoe, realizou o seu segundo workshop nos dias 11 e 12 de dezembro de 2025, no Auditório Elvino Pereira, em Mação, Portugal. Intitulado “Desenvolvimento do Plano de Ação 2026-2028”, o encontro reuniu parceiros institucionais de Espanha, França e Portugal para definir futuras estratégias de cooperação em relação à arte rupestre e ao desenvolvimento rural.

O projeto europeu TupART (Territórios Unidos pela Arte Rupestre) realizou mais um workshop de trabalho com a participação de representantes institucionais, especialistas em património e os dez parceiros envolvidos na iniciativa. O encontro serviu para avançar na estratégia comum orientada para a promoção do turismo cultural, a melhoria da gestão dos sítios de arte rupestre e o reforço da cooperação inter-regional.

O encontro teve como objetivo avançar na estratégia comum orientada para a promoção do turismo cultural, a melhoria da gestão dos sítios de arte rupestre e o reforço da cooperação inter-regional. Durante a abertura, Germinal Peiro, presidente do Conselho Departamental da Dordonha, destacou que o projeto visa “unir destinos de arte rupestre numa iniciativa inter-regional para desenvolver o turismo cultural e melhorar a gestão dos sítios arqueológicos”, referindo que o programa tem um orçamento de 1,2 milhões de euros e será executado de 2026 a 2028.

Um clube de produtos europeu para impulsionar o turismo rural
Um dos principais focos do workshop foi a criação do Clube Europeu de Produtos de Arte Rupestre, endossado pelo Conselho da Europa. O especialista Alberto Galloso apresentou um plano de dez etapas para a sua implementação, que inclui critérios de adesão para as empresas de turismo, manuais de boas práticas e projetos-piloto que visam o reforço da economia rural.

Formação para 250 profissionais do património
O parceiro UCEIF–CISE apresentou o progresso do plano de formação, que irá capacitar 150 técnicos e 100 PME culturais em sustentabilidade, inovação e digitalização. O programa combinará módulos online, sessões ao vivo e dois simpósios presenciais, com certificação através de microcredenciais.

Certificação da Qualidade e Gestão de Riscos
A Rede Cantábrica de Desenvolvimento Rural apresentou os seus progressos na certificação da qualidade dos destinos de arte rupestre, um sistema que avalia 85 boas práticas. O caso do Museu de Altamira foi destacado, alcançando uma pontuação de 97,65%. Além disso, os especialistas do ICOMOS-UNESCO, Verónica Casanova e Miguel San Nicolás, detalharam o futuro Plano Integrado de Gestão de Riscos, que incluirá protocolos de emergência, medidas preventivas e revisão contínua para adaptação aos efeitos das alterações climáticas.

Tecnologia para Tornar o Invisível Visível
O workshop dedicou um tempo significativo às novas tecnologias aplicadas ao património. Foram apresentadas:

  • ARTPOINTs, uma plataforma com aplicação e website para melhorar a acessibilidade aos sítios de arte rupestre.
  • Projetos de digitalização 3D e gémeos digitais de grutas, desenvolvidos pela GIM Geomatics.
  • Aplicações de realidade aumentada para exibir elementos não acessíveis ao público, apresentadas pela Eritech Cinemedia.