SocialForest realiza em Bordéus uma jornada de divulgação e apresentação dos principais avanços do projeto

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O consórcio do projeto SocialForest realizou esta quarta-feira, 11 de março, em Bordéus (França), uma jornada de divulgação na qual foram apresentados os avanços desta iniciativa transnacional centrada na gestão florestal sustentável e na adaptação das florestas europeias às alterações climáticas. O encontro, realizado no âmbito da quarta reunião presencial dos parceiros, reuniu representantes institucionais, investigadores e parceiros do projeto num evento em que foram apresentados aspetos relevantes do trabalho desenvolvido no âmbito do projeto SocialForest, financiado pela União Europeia através do programa Interreg Sudoe.

A jornada, organizada pelos parceiros Xylofutur e INRAE, decorreu no Centre INRAE Nouvelle-Aquitaine Bordeaux e contou com a participação de representantes de administrações públicas e centros de investigação ligados à gestão do meio natural. Entre eles destacam-se María Cruz Ferreira Costa, secretária regional da Energia, Sustentabilidade e Ação Climática da Região de Múrcia e diretora-geral do Património Natural e Ação Climática da Consejería de Medio Ambiente, Universidades, Investigación y Mar Menor da Comunidade Autónoma da Região de Múrcia (parceiro coordenador do projeto); Olivier Lavialle, diretor do Centre INRAE Nouvelle-Aquitaine Bordeaux; e Charlotte Perrier, diretora da Xylofutur.

Durante as suas intervenções, Ferreira Costa e Perrier destacaram a importância de partilhar o conhecimento desenvolvido no âmbito do SocialForest, sublinhando que “a diversidade de territórios é essencial” para “combinar experiências”. Incentivaram ainda a continuar a colaboração para além da conclusão do projeto, descrevendo-o como uma iniciativa “surpreendente”, onde “se fala de oportunidades” num sentido amplo graças à inovação das ações e ao trabalho de investigação.

Objetivos e resultados

Esta jornada aberta permitiu apresentar os principais objetivos e resultados alcançados até à data através do SocialForest. Para oferecer uma visão global do projeto e do trabalho desenvolvido pelo consórcio, interveio Ana María Atienza Pérez, técnica de gestão da Direção-Geral do Património Natural e Ação Climática da Região de Múrcia.

Entre os conteúdos abordados destacou-se a apresentação dos estudos de deteção remota em povoamentos florestais realizados pela Université de Toulouse e pelo INRAE, apresentados por Frédéric Frappart, diretor de investigação do INRAE.

Foi igualmente apresentado o desenvolvimento de uma Estratégia Florestal Transnacional, que pretende transferir as estratégias florestais nacionais para modelos de gestão adaptativa através de processos participativos em diferentes tipos de florestas europeias. Esta iniciativa foi apresentada pela investigadora Laura Arnal Roig, da Universitat Politècnica de València (UPV).

A jornada terminou com a apresentação da implementação das ações-piloto que estão a ser desenvolvidas na Nova Aquitânia no âmbito do projeto. A apresentação foi realizada por Abdelwahab Bessaad, gestor de projetos de árvores e florestas da Xylofutur.

O encontro continuará esta quinta-feira com uma jornada de campo na região francesa da Nova Aquitânia, com o objetivo de conhecer no terreno várias iniciativas inovadoras de gestão florestal e adaptação às alterações climáticas.

SocialForest

SocialForest é uma iniciativa de cooperação europeia que reúne administrações públicas, centros de investigação e entidades florestais com o objetivo de promover modelos inovadores de gestão florestal que integrem sustentabilidade ambiental, resiliência climática e participação social.

O projeto integra nove parceiros de Espanha, Portugal e França: Comunidade Autónoma da Região de Múrcia (Consejería de Medio Ambiente, Universidades, Investigación y Mar Menor – Dirección General de Patrimonio Natural y Acción Climática); Associação para o Estudo e Defesa do Património Natural e Cultural do Concelho de Mértola; Universitat Politècnica de València (Departamento de Engenharia Hidráulica e Meio Ambiente); INRAE Centre Nouvelle-Aquitaine Bordeaux (UMR 1391 ISPA); Asociación Forestal de Soria (ASFOSO); Université Toulouse III – Paul Sabatier (Observatoire Midi-Pyrénées, laboratório Géosciences Environnement Toulouse, UMR 5563); Junta de Comunidades de Castilla-La Mancha (Consejería de Desarrollo Sostenible, Dirección General de Medio Natural y Biodiversidad); EDIA – Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva; e Xylofutur.

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