A Direção-Geral do Meio Natural e Biodiversidade do Governo de Castilla-La Mancha realizou esta semana uma jornada de divulgação da ação-piloto que promove através do projeto SocialForest, integrado no programa Interreg Sudoe. A iniciativa de Castilla-La Mancha está orientada para o desenvolvimento de medidas de prevenção e controlo que aumentem a resiliência dos povoamentos de Quercus (montados) afetados pelo declínio, em linha com o projeto europeu, que procura promover a adaptação das florestas do sudoeste europeu às alterações climáticas.
O evento, que decorreu no Convento dos Franciscanos de Velada (Toledo), reuniu mais de duas dezenas de participantes, entre proprietários rurais, gestores florestais públicos e privados, e representantes de empresas de consultoria técnica. O encontro permitiu que especialistas e técnicos abordassem a problemática do declínio das azinheiras e dos sobreiros em sistemas de montado, uma das principais ameaças a estes ecossistemas de elevado valor ambiental, económico e social. Todos os presentes demonstraram um interesse significativo pelos resultados obtidos e participaram ativamente na troca técnica ao longo da jornada. Particular atenção mereceram os tratamentos e medidas incluídos nas explorações participantes na ação-piloto, bem como as práticas de gestão mais adequadas para enfrentar a problemática da seca do Quercus provocada por Phytophthora cinnamomi.

A sessão incluiu várias apresentações técnicas nas quais foram expostos tanto o enquadramento científico do problema como as ações executadas em Castilla-La Mancha para melhorar a resiliência destes povoamentos florestais. Entre as intervenções destacou-se a apresentação do problema do declínio do Quercus por representantes do Centro de Investigação Científica e Tecnológica da Extremadura (CICYTEX), assim como a exposição das ações promovidas pela Direção-Geral do Meio Natural e Biodiversidade e a explicação das medidas preventivas e de controlo aplicadas nas explorações-piloto.
A jornada terminou com uma visita de campo a uma das explorações situadas na zona de Velada, onde os participantes puderam conhecer diretamente os trabalhos realizados e verificar no terreno as soluções implementadas para prevenir e mitigar os efeitos da degradação nos montados.
Como conclusão, os participantes concordaram que se trata de um problema muito complexo e sem solução definitiva. Contudo, é possível adotar nas explorações um conjunto de medidas para reduzir a incidência nas zonas afetadas e evitar a dispersão do agente patogénico onde este ainda não está presente. De facto, a eficácia de algumas destas medidas já foi comprovada, enquanto outras se encontram ainda em fase experimental. Graças a estas ações-piloto e ao seu acompanhamento, será possível obter mais informação sobre o seu impacto.
Com esta ação, Castilla-La Mancha reforça o seu compromisso com a inovação aplicada à gestão florestal sustentável e com a cooperação europeia para enfrentar os efeitos das alterações climáticas nos ecossistemas florestais.
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