Os parceiros do projeto trabalharam no alinhamento de critérios para a aplicação da metodologia dos Esquemas Patrimoniais e no reforço das ferramentas de análise do Capital Territorial.
O objetivo da reunião foi rever e aprofundar os sete pontos que estruturam a metodologia dos Esquemas Patrimoniais apresentada por Alfredo Asiaín (UPNA), concebida como base para a elaboração do Plano de Ação Territorial.
Com base num documento de síntese preparado previamente, realizou-se uma sessão orientada para clarificar conceitos e avançar para uma interpretação partilhada do quadro metodológico. A troca de perspetivas evidenciou o potencial analítico da proposta e, simultaneamente, a conveniência de continuar a desenvolver a sua operacionalização para favorecer uma aplicação alinhada entre os parceiros do projeto.
A coordenação metodológica transmitiu uma avaliação positiva do grau de compreensão e apropriação da proposta por parte dos diferentes participantes, bem como da experiência acumulada em processos anteriores de trabalho colaborativo.
A sessão permitiu igualmente identificar diversos aspetos que poderão continuar a ser desenvolvidos nas próximas fases do projeto. Em particular, destacou-se a oportunidade de reforçar a articulação entre os objetivos analíticos definidos, os instrumentos metodológicos disponíveis e o tipo de resultados previstos.
Um dos domínios que suscitou maior interesse foi a definição e aplicação do conceito de «nó». Constatou-se a utilidade de continuar a avançar no sentido de estabelecer critérios partilhados para a sua identificação, especialmente no que se refere à integração das dimensões materiais, imateriais e naturais, bem como à caracterização das relações que podem ser estabelecidas entre nós (complementaridade, hierarquia, cooperação ou concorrência). Esta abordagem relacional é considerada particularmente relevante para avançar na identificação e caracterização do Capital Territorial.
Do mesmo modo, sublinhou-se a importância de consolidar mecanismos que favoreçam a comparabilidade dos resultados entre territórios. Neste sentido, foi valorizada positivamente a disponibilidade de ferramentas de apoio ao tratamento posterior da informação, assinalando-se igualmente o interesse em aprofundar os critérios de recolha e interpretação, com o objetivo de reforçar a coerência da análise.
Em conclusão, a reunião constituiu uma oportunidade para identificar linhas de melhoria e consolidação metodológica, bem como para antecipar mecanismos de coordenação que contribuam para gerar uma síntese final coerente e consistente do Capital Territorial no conjunto dos casos de estudo.
