O projeto AgroSOL, «Agrovoltaico e resiliência nas zonas rurais do território SUDOE», prossegue o desenvolvimento de ferramentas que facilitem a implementação da agrovoltaica, garantindo a sua compatibilidade com a atividade agrícola e a sua adaptação às características de cada território.
Neste âmbito, o Entregável 1.2, «Mapas de potencial agrovoltaico: metodologia de avaliação territorial», desenvolvido pela Universidade Pública de Navarra (UPNA) no âmbito do GT1, estabelece uma metodologia para avaliar o potencial agrovoltaico dos territórios e identificar as superfícies que apresentam condições favoráveis à combinação da atividade agrícola com a produção de energia renovável.
Uma ferramenta de apoio ao ordenamento do território
A metodologia integra dados meteorológicos, topográficos, agrícolas e energéticos, permitindo analisar variáveis como a radiação solar, a superfície útil, a produção fotovoltaica anual e a potência instalável. Na aplicação demonstrativa realizada em Navarra, a análise é desenvolvida com uma resolução espacial de 25 × 25 metros, tendo em conta fatores como o declive, a orientação e o horizonte visível.
Além disso, são aplicados critérios de compatibilidade territorial, excluindo usos do solo inadequados e áreas protegidas e estabelecendo diferentes limiares de declive consoante o tipo de instalação.
Três tipos de soluções agrovoltaicas
O estudo contempla três arquétipos de sistemas agrovoltaicos: sistemas fixos inclinados, sistemas fixos verticais e sistemas com seguimento num eixo. Estes são concretizados em 16 casos agrovoltaicos, adaptados a diferentes utilizações agrícolas, como culturas cerealíferas, culturas hortícolas, vinha, pomares, frutos secos, olival e pastagens.
Navarra, território demonstrativo
A metodologia foi aplicada, a título demonstrativo, em Navarra, utilizando a cartografia SIGPAC para delimitar e caracterizar as unidades agrícolas. Os resultados permitem elaborar mapas do recurso solar, da produção fotovoltaica e da aptidão agrovoltaica, bem como estimativas da superfície potencialmente disponível e da potência instalável.
Esta ferramenta constitui um apoio ao ordenamento e à definição de prioridades territoriais e foi concebida para poder ser aplicada noutros territórios do espaço SUDOE, adaptando as fontes cartográficas e os parâmetros às condições locais. Atualmente, no âmbito da cooperação transnacional possibilitada por este projeto, estão a ser elaborados os mapas de potencial das regiões participantes no AgroSOL: Nova Aquitânia, em França, Alentejo, em Portugal, e Badajoz e Palência, em Espanha.
Os resultados constituem uma avaliação territorial do potencial agrovoltaico e não substituem os estudos específicos necessários à conceção e ao desenvolvimento de instalações concretas.
«Projeto cofinanciado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) através do Programa Interreg Sudoe 2021-2027»
O documento pode ser consultado através do seguinte link:
AgroSOL_GT1_E1_2_1_Mapas_de_potencial_agrovoltaico_PT
Legenda da fotografia: Potencial de geração de energia solar agrovoltaica em Navarra: a) instalação fotovoltaica com seguimento solar num eixo horizontal numa vinha conduzida em espaldeira; b) instalação fotovoltaica fixa com inclinação ótima num olival superintensivo em sebe.