Múrcia apresenta o projeto SocialForest na Assembleia Geral da PEFC Espanha

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A Consejería de Meio Ambiente, Indústria, Universidades e Mar Menor apresentou, na Assembleia Geral da Associação Espanhola para a Sustentabilidade Florestal (PEFC Espanha), realizada nos dias 28 e 29 de maio, em Comillas (Cantábria), o projeto SocialForest, integrado no Programa Interreg Sudoe, bem como a iniciativa LIFE Token CO2, também financiada pela União Europeia. Ambas as iniciativas são complementares e reforçam a gestão florestal sustentável, a adaptação das florestas mediterrânicas às alterações climáticas e a valorização dos serviços dos ecossistemas prestados pelas florestas.

A participação da Região de Múrcia neste fórum nacional permitiu apresentar aos principais representantes do setor florestal os resultados alcançados até ao momento em ambos os projetos, bem como o potencial das ferramentas desenvolvidas para melhorar a resiliência dos ecossistemas florestais e gerar novas oportunidades económicas associadas à sua gestão sustentável.

Durante a sua intervenção, a secretária regional da Energia, Sustentabilidade e Ação Climática, María Cruz Ferreira, destacou que a gestão florestal sustentável «é uma das ferramentas mais eficazes para enfrentar as alterações climáticas, reduzir o risco de incêndios, conservar a biodiversidade e garantir que as nossas florestas continuem a prestar serviços essenciais ao conjunto da sociedade».

Ferreira explicou que os resultados obtidos no âmbito do SocialForest estão a permitir validar no terreno medidas de gestão florestal adaptativa capazes de aumentar a resiliência das florestas à seca, aos incêndios e a outros riscos associados às alterações climáticas. Paralelamente, o LIFE Token CO2 está a desenvolver ferramentas inovadoras para quantificar e valorizar economicamente um dos benefícios gerados por essa gestão: o sequestro de carbono.

Projetos complementares

A apresentação de ambos os projetos à PEFC Espanha reflete a relevância da certificação florestal sustentável enquanto garantia de transparência, rastreabilidade e credibilidade nos mercados de carbono. A integração destas metodologias com normas reconhecidas permitirá oferecer maiores garantias aos proprietários florestais, às empresas e aos consumidores, contribuindo simultaneamente para prevenir práticas de greenwashing.

Ambos os projetos partilham um objetivo comum: demonstrar que a gestão florestal ativa gera benefícios ambientais mensuráveis e que estes podem transformar-se em oportunidades reais para o desenvolvimento sustentável das zonas rurais. Enquanto o SocialForest avalia e valida no terreno medidas de adaptação florestal, o LIFE Token CO2 disponibiliza ferramentas para quantificar e valorizar economicamente serviços dos ecossistemas, como o sequestro de carbono, contribuindo assim para gerar novas fontes de financiamento para a conservação e valorização das florestas.

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