O Porto acolheu a Assembleia Geral e um workshop internacional sobre Inteligência Artificial nos Cuidados Paliativos

Cartel Oporto

O Porto acolheu a Assembleia Geral e um workshop internacional sobre Inteligência Artificial nos Cuidados Paliativos do projeto HENKO NET
O projeto europeu HENKO NET realizou a Assembleia Geral do consórcio, a 27 de maio, no Instituto Português de Oncologia (IPO Porto), e o workshop internacional «Artificial Intelligence in Palliative Care: Training, Ethics, Regulation and Innovation!», a 28 de maio, na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.

O HENKO NET avança para a fase final do projeto
A Assembleia Geral reuniu os parceiros do consórcio para analisar o estado de execução do projeto, avaliar os progressos alcançados nos diferentes pacotes de trabalho e definir as ações-chave para a reta final da iniciativa.
Durante o encontro, foram abordadas questões estratégicas relacionadas com a gestão, implementação e divulgação do projeto. Foram debatidos os resultados obtidos nos mini-pilotos, partilhando experiências iniciais, desafios comuns e estratégias para otimizar as próximas fases do projeto.
Um dos pontos centrais da reunião foi o avanço do projeto-piloto geral; foi validada a versão final do protocolo de implementação, garantindo assim uma metodologia comum e harmonizada para todo o consórcio. Realizaram-se reuniões específicas sobre a plataforma NORA e a solução com a ITA.

O evento permitiu também analisar o estado das «Cápsulas Formativas», destacando os materiais desenvolvidos até à data e o planeamento de futuras ações de formação destinadas a profissionais de saúde.

Inteligência Artificial e Cuidados Paliativos, protagonistas do workshop internacional
A segunda jornada foi dedicada a um workshop internacional sobre a utilização da Inteligência Artificial (IA) nos Cuidados Paliativos, que reuniu especialistas nacionais e internacionais nas áreas da enfermagem, medicina, bioética, proteção de dados, direito da saúde e investigação. O evento teve como objetivo promover a reflexão sobre os desafios e oportunidades associados à utilização da Inteligência Artificial na prática clínica, na formação profissional e na inovação na área da saúde.

A primeira sessão centrou-se nos desafios da implementação da Inteligência Artificial nos sistemas de saúde, abordando questões como as barreiras organizacionais, a aceitação por parte dos profissionais, a integração de tecnologias de IA nos sistemas clínicos existentes, bem como a confiança e a segurança dos sistemas. Durante esta sessão, representantes do IPO Porto partilharam as principais dificuldades identificadas na implementação destas soluções em ambientes clínicos.

Posteriormente, o debate centrou-se na educação e na literacia em IA, destacando a necessidade de desenvolver competências digitais entre os profissionais de saúde, incorporar conteúdos relacionados com a Inteligência Artificial nos programas académicos e promover a formação contínua para garantir uma utilização crítica, ética e segura destas tecnologias.
A sessão dedicada ao quadro ético e jurídico abordou temas como a proteção de dados, o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD), a transparência algorítmica, a responsabilidade clínica e as implicações éticas decorrentes da utilização da Inteligência Artificial nos cuidados de saúde. Foram também analisados os desafios regulamentares associados ao futuro quadro europeu para a IA aplicada à saúde.
Durante a tarde, foram apresentados diversos projetos e experiências relacionados com a IA desenvolvidos em Portugal, Espanha e França, mostrando aplicações práticas em diferentes contextos de cuidados de saúde, projetos de investigação em curso, estratégias de implementação e oportunidades de colaboração internacional entre instituições académicas e de saúde.

O workshop concluiu com uma sessão de encerramento na qual foram resumidas as principais conclusões e foi destacada a importância da cooperação internacional para promover uma implementação responsável da Inteligência Artificial nos cuidados paliativos, assente em princípios éticos, evidência científica, formação adequada dos profissionais e inovação centrada nas pessoas.