Nos dias 15 e 16 de janeiro de 2026, o consórcio do projeto Cyan’EAU realizou a sua segunda reunião presencial nas instalações da ADEIT, em Valência (Espanha).
O encontro, organizado pelo CIDE‑CSIC, teve como objetivo rever o estado de progresso das atividades técnicas, partilhar resultados preliminares e coordenar os próximos passos do projeto, centrado na prevenção, deteção precoce e gestão das proliferações de cianobactérias em sistemas aquáticos do sudoeste da Europa.
Durante as sessões de trabalho, os parceiros de Espanha, Portugal e França apresentaram os avanços do Grupo de Trabalho 1, incluindo a conclusão da revisão bibliográfica sobre os locais piloto, o progresso na análise histórica dos sedimentos e os trabalhos de amostragem realizados em lagos e barragens dos três países. Foram igualmente apresentados os desenvolvimentos metodológicos em laboratório para a deteção de cianotoxinas, bem como o planeamento de novas campanhas de amostragem coordenadas com dados de satélite.
A reunião permitiu também avançar na definição das atividades de monitorização hidroclimática e físico‑química em tempo real, na análise dos impactos antropogénicos nas bacias piloto e na conceção de um sistema de alerta precoce baseado em imagens de satélite, que será testado em fases posteriores do projeto.
Além disso, foram debatidas as abordagens e critérios para o desenvolvimento de testes piloto de prevenção, deteção precoce e mitigação, que terão início a partir de 2026, integrando dados de sensores, resultados laboratoriais e modelos preditivos.
Durante o segundo dia do encontro, foram abordados vários aspetos-chave do projeto, com especial destaque para a gestão administrativa e financeira e para a comunicação. Neste contexto, realizou‑se uma análise detalhada da estratégia de comunicação definida, examinando as suas principais linhas de atuação e os elementos previstos para reforçar a sua visibilidade e coerência ao longo da execução do projeto.
O consórcio agradece ao CIDE‑CSIC a excelente organização e a acolhedora receção em Valência, e continua a avançar de forma coordenada para enfrentar um dos principais desafios ambientais e de saúde pública associados à qualidade das águas superficiais no espaço Sudoe.