No âmbito do projeto SHAPE, a ação piloto principal tem como objetivo demonstrar a viabilidade e a eficácia clínica do modelo para tratar a fragilidade adquirida durante uma hospitalização. Esta ação baseia-se na implementação de Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECA) envolvendo cinco Parceiros Hospitalares de Investigação (PHI). Os ECAs permitirão demonstrar cientificamente os benefícios de um percurso inovador que combina uma abordagem personalizada, um modelo estruturado por níveis que otimiza os recursos em função das necessidades e ferramentas digitais através da plataforma SHAPE. O impacto do modelo será avaliado com base num protocolo de estudo que utiliza indicadores-chave, como a função física (SPPB), a qualidade de vida (EuroQol) e o estado nutricional (MUST). O modelo SHAPE distingue-se pela integração inovadora de ferramentas digitais que facilitam o acesso aos cuidados propostos, um percurso que permite o diagnóstico e tratamento precoces da fragilidade e uma abordagem progressiva e centrada nas necessidades reais dos pacientes. Na fase de recrutamento, 500 pacientes fragilizados, distribuídos equitativamente entre os PHI, serão incluídos no percurso (100 por PHI). A intervenção terá a duração de 4 meses e será baseada no modelo Stepped Care, que assegura uma progressão adaptada às necessidades específicas dos pacientes. Em cada etapa, avaliações permitirão ajustar a intensidade ou o modo de acompanhamento, passando progressivamente de um seguimento coletivo e digital para um apoio mais individualizado e intensivo, se necessário. Os indicadores-chave serão avaliados em quatro momentos: na admissão e alta hospitalar, assim como no início e no final da intervenção. Esta avaliação rigorosa permitirá gerar dados clínicos robustos que validarão a eficácia do modelo e estabelecerão uma base científica para a sua adoção em larga escala em novas instituições de saúde.