A implementação deste piloto é uma das principais conquistas do projeto, pois é uma das quatro atividades específicas em que será testada a metodologia participativa de codefinição da programação cultural através dos nós.
Especificamente, as ações de revalorização do património consistirão em atuar sobre bens patrimoniais específicos do território, destacando o seu valor cultural, natural ou antropológico.
Embora neste caso não seja proposto um passeio específico pelo território, o objetivo final será também o de promover o turismo numa perspetiva não extrativa e comprometida com a sustentabilidade.
Tal como no caso dos itinerários, será dada especial atenção ao desenvolvimento de processos participativos que considerem como aspetos fundamentais:
-participação comunitária com tomada de decisão partilhada e focada na apropriação de recursos pela comunidade; -revalorização do património imaterial, que coloca a comunidade num lugar central na cultura;
-promoção do empreendedorismo e da economia local com atenção ao ajustamento sazonal;
-conservação dos recursos, procurando o mínimo impacto ambiental e a recuperação do território;
-atenção à equidade, inclusão e reequilíbrio urbano-rural.
Considerando estes aspetos, a conceção conjunta de ações de revalorização do património em conjunto com os agentes relevantes e as comunidades locais poderá incluir:
-identificação dos recursos patrimoniais culturais ou naturais que se pretende valorizar;
-a documentação histórica e antropológica dos recursos patrimoniais;
-ações de conservação, consolidação, acessibilidade, sinalização patrimonial;
-ações de formação de guias locais, mediação junto das comunidades, desenho de modelos de gestão comunitária;
-acções de revitalização económica em torno dos recursos patrimoniais;
-ações de divulgação e promoção turística.