O projeto europeu, cofinanciado pelo Interreg SUDOE, lança cinco pilotos em Espanha, França e Portugal para desenvolver modelos agrivoltaicos adaptados a pequenas e médias explorações rurais
Mont-de-Marsan, 3 de junho de 2026. Pode a energia solar reforçar a agricultura em vez de competir com ela? Esta é a pergunta colocada pelo AgroSOL, um projeto europeu que trabalha no desenvolvimento de modelos agrivoltaicos sustentáveis para pequenas e médias explorações rurais. Através de cinco pilotos em Espanha, França e Portugal, o projeto analisará como combinar produção agrícola e geração fotovoltaica no mesmo espaço, avaliando os seus efeitos nas culturas, no microclima, na biodiversidade, na gestão agrícola e na viabilidade económica das explorações.
De 3 a 5 de junho de 2026, as entidades participantes reúnem-se em Mont-de-Marsan, Nova Aquitânia, nas instalações do GIP Agrolandes Développement, para realizar a terceira reunião do consórcio do projeto. O encontro permitirá rever os progressos realizados, coordenar as próximas atividades e visitar o piloto francês, onde será apresentada a instalação agrivoltaica e serão recolhidos testemunhos de agricultores ligados a este tipo de iniciativas.
O AgroSOL parte de um desafio comum no território SUDOE: avançar para uma maior soberania energética e, ao mesmo tempo, adaptar a agricultura às alterações climáticas sem comprometer a produção alimentar nem o futuro das explorações rurais. A agrivoltaica oferece uma oportunidade neste contexto, mas também apresenta riscos se não for adequadamente concebida, como a especulação sobre terras agrícolas, possíveis impactos na biodiversidade ou alterações indesejadas nas práticas de trabalho dos agricultores.
Por isso, o projeto não apresenta a agrivoltaica como uma solução única nem automática. O seu objetivo é gerar evidências, metodologias e ferramentas que ajudem a determinar em que condições esta tecnologia pode ser útil para agricultores, administrações públicas e atores dos setores energético e agrícola.
Os cinco pilotos do AgroSOL operam em explorações agrícolas reais, gerando dados nas mesmas condições em que os agricultores trabalham no dia a dia.
Piloto 1: ES (Navarra) – Liderado pelo Consorcio EDER com o apoio técnico da UPNA e da UBU, desenvolverá o projeto em culturas lenhosas (amendoeiras), intercalando filas de amendoeiras com filas de infraestruturas solares.
Piloto 2: PT (Alentejo) – Executado pela Universidade de Évora em colaboração com a ADENE, consiste num sistema agrivoltaico piloto numa estufa no campus da Universidade de Évora.
Piloto 3: FR (Nouvelle Aquitaine) – Realizado conjuntamente pela GLHD e pela ESTIA, o projeto incluirá diferentes ensaios destinados a aprofundar o estudo do crescimento das culturas em sistemas agrivoltaicos, incluindo tanto culturas hortícolas como culturas extensivas.
Piloto 4: ES (Castela e Leão) – Liderado pela ITAGRA, centrar-se-á na agrivoltaica com produção de cogumelos combinada com a produção de plantas aromáticas e medicinais, com o apoio técnico da UPNA e da UBU e o apoio do EREN para a divulgação dos resultados.
Piloto 5: ES (Extremadura) – Coordenado pelo CICYTEX, analisará o impacto dos painéis solares em culturas de cereais de inverno.
A partir destes pilotos, o AgroSOL recolherá dados sobre produção agrícola, geração elétrica, radiação, temperatura, humidade e outros parâmetros microclimáticos. Os resultados servirão para elaborar uma estratégia comum, planos de ação, guias de conceção, manuais de boas práticas e atividades de formação para facilitar a implementação responsável de modelos agrivoltaicos nas zonas rurais do SUDOE.
Toda a informação sobre o projeto, as suas atividades e avanços estará disponível no sítio Web oficial do AgroSOL: https://interreg-sudoe.eu/pt-pt/proyecto-interreg/agrosol/
Sobre o AgroSOL
AgroSOL – Agrivoltaica e resiliência em zonas rurais do território SUDOE é um projeto de cooperação transnacional cofinanciado pelo Programa Interreg SUDOE 2021-2027 através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER). Tem uma duração de 36 meses, de 1 de junho de 2025 a 31 de maio de 2028, e conta com um apoio FEDER de 1.681.159,52 euros sobre um custo elegível total de 2.241.546,00 euros.
O projeto reúne 10 parceiros de Espanha, França e Portugal, que representam áreas complementares de investigação, inovação agrícola, energia e desenvolvimento territorial, com o objetivo de desenvolver modelos agrivoltaicos sustentáveis adaptados às pequenas e médias explorações rurais do espaço SUDOE.
Contacto para os meios de comunicação:
Consorcio EDER
eder@consorcioeder.es
Projeto cofinanciado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) através do Programa Interreg Sudoe 2021-2027