Pode a robótica ajudar a dar uma segunda vida ao calçado? O projeto REMAIN apresenta um novo vídeo que mostra como a combinação da robótica, da inteligência artificial e de tecnologias avançadas de perceção pode contribuir para automatizar os processos de remanufatura e avançar para uma indústria do calçado mais circular e sustentável.
Dar uma segunda vida a um sapato implica muito mais do que simplesmente repará-lo. É necessário avaliar o seu estado, identificar os danos resultantes da utilização e determinar quais as operações necessárias para o recuperar e reintegrar na cadeia de valor. Este é um dos principais desafios abordados pelo REMAIN. O seu vídeo final mostra, de forma visual, como o projeto aplica novas tecnologias para avançar na automatização dos processos de remanufatura do calçado.
Entre as soluções desenvolvidas encontram-se sistemas que combinam visão computacional, perceção e inteligência artificial para detetar danos e defeitos no calçado, juntamente com tecnologias robóticas capazes de manipular produtos deformáveis e realizar diferentes operações necessárias à sua recuperação e remanufatura.
O objetivo é transferir estes avanços para soluções aplicáveis na indústria e demonstrar o potencial da remanufatura para prolongar a vida útil dos produtos, reduzir o consumo de novas matérias-primas e diminuir a produção de resíduos. O REMAIN aborda este desafio desde a própria fase de conceção do produto, promovendo critérios de ecodesign que facilitem a durabilidade, a reparabilidade e a remanufatura do calçado.
Com este novo vídeo, o projeto aproxima os seus avanços das empresas, dos profissionais e da sociedade em geral, mostrando como a inovação tecnológica pode contribuir para transformar a forma como produzimos, utilizamos e recuperamos o calçado.
▶️ Descubra “REMAIN | Robótica para a remanufatura do calçado” e fique a conhecer como a tecnologia pode ajudar a dar uma nova vida ao calçado.
O desenvolvimento do REMAIN foi possível graças ao trabalho conjunto de um consórcio europeu coordenado pelo Inescop e constituído pelas universidades de Saragoça, Alicante e Coimbra, bem como pelo Clermont Auvergne INP; pela Federação das Indústrias do Calçado Espanhol (FICE); pelos parceiros industriais SMA-RTY e Automática y Control Numérico (ACN); e pela Câmara de Comércio AIDA CCI, contando ainda com a colaboração da associação de caráter social Proyecto Lázaro.
O projeto REMAIN é cofinanciado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), através do programa Interreg Sudoe, com a referência S1/1.1/E0111.