Smart Green Water | Recomendações para criadores de soluções e prestadores de serviços

Resumo

A digitalização da água no regadio já não é uma opção de futuro, mas uma necessidade para gerir melhor um recurso cada vez mais escasso. Este relatório do projeto Smart Green Water sublinha que a tecnologia só é útil se se adaptar à realidade de quem trabalha no campo e nas comunidades de regantes. Neste sentido, a chave não está em acumular dados, mas em transformá-los em decisões práticas e compreensíveis.

Descrição

A digitalização da água no regadio já não é uma opção de futuro, mas uma necessidade para gerir melhor um recurso cada vez mais escasso. Este relatório do projeto Smart Green Water sublinha que a tecnologia só é útil se se adaptar à realidade de quem trabalha no campo e nas comunidades de regantes. Neste sentido, a chave não está em acumular dados, mas em transformá-los em decisões práticas e compreensíveis.

Na agricultura, a água é um recurso estratégico e limitado. Por isso, melhorar a sua eficiência é essencial tanto para a sustentabilidade económica do setor como para a segurança alimentar. O documento insiste em que a digitalização permite medir, organizar e aproveitar melhor a informação sobre captação, transporte, distribuição e aplicação da água, facilitando um uso mais racional e preciso.

Uma das principais mensagens do relatório é que as soluções digitais não devem ser concebidas apenas a partir da lógica técnica, mas a partir das necessidades reais dos seus utilizadores. Os agricultores regantes e os técnicos assessores têm rotinas, capacidades e prioridades diferentes, pelo que precisam de interfaces distintas, intuitivas e fáceis de usar. Além disso, o desenvolvimento final destas ferramentas deve ser feito em conjunto com os utilizadores para garantir que respondem às suas expectativas e favorecem a sua adoção a longo prazo.

O relatório recomenda também organizar a informação num Sistema de Informação Geográfica, uma vez que a maior parte dos dados do regadio está ligada a uma localização concreta. Essa estrutura permite trabalhar com diferentes níveis de gestão, desde a comunidade geral até à parcela individual ou mesmo a unidades de manejo mais pequenas. Desta forma, é possível combinar a gestão coletiva da água com a gestão privada de cada regante.

Outro aspeto fundamental é a política de dados. O documento recorda que a informação agrícola deve ser recolhida e utilizada com consentimento explícito, para fins concretos e durante o tempo estritamente necessário. Destaca também que os titulares dos dados devem poder aceder-lhes facilmente e transferi-los para outras plataformas sem barreiras desnecessárias. A isto junta-se a necessidade de estabelecer perfis de acesso claros, como regante, gestor coletivo e administrador, com permissões adaptadas a cada função.

O custo é outro fator decisivo. Segundo o relatório, não depende apenas da tecnologia, mas também do modelo de negócio, do nível de serviço e do grau de compromisso assumido pelo fornecedor. Pode haver custos associados ao equipamento físico, à subscrição de plataformas digitais e a serviços personalizados como formação, apoio técnico ou consultoria. Por isso, uma solução digital deve oferecer um equilíbrio real entre investimento e benefício.

Por fim, o relatório destaca a interoperabilidade. Os dados do regadio mudam com diferentes frequências e devem poder ser trocados entre sistemas distintos para que a digitalização funcione de forma eficaz. Neste ponto, são referidas normas técnicas que ajudam a garantir que equipamentos, sensores e plataformas de diferentes fabricantes possam comunicar entre si.

Aceda ao relatório aqui (em espanhol) : SGW-2.5.4 Recomendaciones a los creadores de soluciones y proveedores de servicios relacionados

Periodo: 2021-2027
Estado: Em curso
Prioridade: 2 - Promover a coesão social e o equilíbrio territorial e demográfico no Sudoe através da inovação e transformação dos sectores produtivos
Objetivo: OE 1.4 (...) Especialização inteligente / Transição industrial / Empreendedorismo