O projeto Cyan’EAU concluiu o seu primeiro ano de execução com avanços importantes para melhorar o conhecimento sobre as proliferações de cianobactérias nas massas de água do espaço SUDOE e desenvolver soluções adaptadas às necessidades de cada território.
Durante este período, os parceiros do projeto trabalharam em várias zonas piloto de Portugal, Espanha e França, incluindo a albufeira de Aguieira, a Albufera de Valência, as albufeiras de Sierra Boyera e Puente Nuevo, e o lago de Clarens. Nestes locais foram realizadas campanhas de amostragem de água e sedimentos, bem como análises destinadas a identificar os fatores que favorecem o aparecimento de proliferações de cianobactérias.
Os resultados preliminares evidenciam diferenças entre os territórios estudados, tanto pelas suas características ambientais como pelas pressões resultantes das atividades humanas. Este conhecimento permitirá conceber estratégias de prevenção e gestão mais ajustadas às realidades locais.
O projeto também registou progressos na aplicação de novas ferramentas de monitorização, nomeadamente através da utilização de imagens de satélite e da análise do uso do solo, com o objetivo de melhorar a deteção precoce de situações de risco e apoiar a tomada de decisões na gestão da água.
Além disso, o Cyan’EAU reforçou a colaboração com administrações públicas, especialistas e atores locais, lançando as bases para futuras ações de sensibilização e transferência de conhecimento.
Estes primeiros resultados representam um passo fundamental para o desenvolvimento de soluções inovadoras que contribuam para proteger os ecossistemas aquáticos, a saúde pública e as atividades económicas ligadas à água no espaço SUDOE.